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Bill W. - "A Matter of Grace" - "Uma Questão de Graça"

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Transcrição da fala de Bill W

Nota da pessoa que transcreveu: "A palestra seguinte foi ministrada por Bill W. na Guest House, um centro de tratamento para padres alcoólatras no Lago Orion, Michigan, pouco antes de sua morte, possivelmente em 1968 ou 1969. Onde as palavras são ininteligíveis, a possibilidade maior aparece entre parênteses". Bem, eu gosto de abordagem do tipo discussão informal. Parece-me que numa ocasião como esta perguntas têm algo de valor infinitamente maior do que uma palestra ou uma história.

Mas o Ripp sugeriu que eu faça algumas considerações aqui esta noite, e eu estou muito feliz de fazer isto.(provavelmente se refere a Austin Ripley, que fundou a Guest House em 1956)

E vindo para cá no avião, eu fiquei especulando comigo mesmo sobre os primeiros dias do AA e sobre o significado deles em termos de graça de Deus. Eu li em algum lugar que se um grão de trigo que tem sido estocado por séculos num lugar seco é colocado no solo apropriado e no clima apropriado e para suficiente luz do alto, ele vai manifestar vida e vai abrir e vai crescer. Mas isto pressupõe o solo correto, o clima correto e, sobre tudo, bastante luz. Bem, eu penso isto é desse jeito com o AA. Eu lembro, anos atrás, quando nós primeiro começamos a ter publicidade e a primeira realmente grande ocasião foi uma exibição feita no Saturday Evening Post, a qual gerou para nós 6 mil membros de uma vez.
Isto foi em ’41, e por essa época uma quantidade de médicos tinham se tornado amigos próximos, alguns deles eram psiquiatras. E estes membros permitiam seus nomes serem usados (antes de tudo um passo audaciosos naqueles dias, eu asseguro a vocês), seus nomes foram usados no artigo no Post.

Eu digo isso porque, quando mais tarde solicitado para testemunhar em outra ocasião, eles se recusaram a fazer isto, e estas eram as circunstâncias: a primeira garota que ficou sóbria em AA é uma conhecida por muitos de nós como Marty, ainda muito mais uma contínua preocupação no campo da educação. Marty foi o caso mais difícil. Deus sabe que nós somos todos complexos, mas Marty era realmente uma campeã. E ele tinha estado sob os cuidados de um Dr. Foster Kennedy, um homem de grande reputação naquele tempo, conhecido mundialmente como neurologista. E ele assistiu Marty quando ela foi plantada em novo solo. Ele a assistiu receber esta luz. Bem, ele estava tremendamente impressionado. Ele veio para algumas reuniões e logo ele me disse: “Bill, seria possível ter dois ou três psiquiatras nas instituições que têm visto recuperações de casos muito terríveis, pessoas que você diz que são amigos seus e que têm testemunhado para você no artigo no Post, não poderíamos nós formarmos um grupo deste tipo para vir para a Academia de Medicina e explicar o que eles viram?” Bem, nós pensamos que isto era excelente, porque naqueles dias haviam poucos amigos, de fato. Logo, apoiado por estas pessoas, pela razão do Dr. Kennedy, bem, o que poderia ser melhor? Então, um a um, nós fomos a eles, e nós dissemos “viriam eles para a Academia” e nós supúnhamos que eles iriam. Afinal, um pouco da glória do Kennedy podia ser removida, e, você sabe, eles eram amigos de todo modo, e eles tinham provado isso, logo, por que não? E nem mesmo um único deles aceitou. E quando nós pressionamos pelas razões para não fazer isso, cada um deles separadamente disse a mesma coisa. Com efeito, cada um disse, “Veja, Bill, vocês mais do que ninguém adicionaram em uma coluna os recursos os quais têm sido separadamente aplicado para alcoólicos. Por exemplo, vocês têm esta ligação no sofrimento, vocês têm possibilidades de comunicação que outros não têm; vocês têm uma forma crua de auto-exame ou análise e de catarse; vocês têm um grande e novo interesse de saída; vocês diminuem a culpa através da restituição e vocês têm este interesse muito convincente de ajudar os outros. E então tem o fator religioso. E então tem este fator do desespero da doença, até onde são considerados os recursos do inpíduo. Agora, esta é uma formidável lista de forces, mas nós não podemos ainda ir até a Academia.” “Bem, por que não?” “Bem,” eles disseram, “nós vemos no AA, algumas vezes em semanas, em poucos meses, mudanças na motivação que mesmo a soma destas forças não poderiam começar a dar conta, porque nós todos conhecemos muito bem as dificuldades desta compulsão sutil. E a soma delas não adiciona para a rapidez destas transformações nestes casos muito graves. Logo, para nós, existe um fator desconhecido em ação no AA. E, entre nós, sendo cientistas, nós chamamos isto de fator "X”. Nós acreditamos que vocês chamam isso de graça de Deus. E quem irá para a Academia para explicar a graça de Deus para aquele pessoal? Ninguém pode. E nós simplesmente não iremos”.

Logo, eu acho que é simplesmente uma tolice para qualquer um de nós ter a pretensão de explicar este assunto da graça por aí, o qual nossa galáxia inteira de atividades e princípios reúne e agrupa. Nós não podemos fazer isto, mas nós podemos examina este assunto do solo e este assunto do clima e este assunto da iluminação (pelos) quais, por um motivo ou outro nós nos fizemos preparados. Claramente, a graça de Deus está em e através de todos. “Então,” poderia ser dito, “por que não têm alcoólicos se tornado sóbrios muito mais freqüentemente através da graça? Ela está disponível. Por que não tem sido a religião mais bem sucedida, numericamente pelo menos? Por que não tem sido a medicina mais bem sucedida? Como é leigos parecem estar fazendo isto?” Então eu gostaria de contar uma história descritiva, pelo menos como isto me parece, sobre o que o solo é, o que é o clima e o que é a luz, estas coisas as quais nos fomos colocados em valiosa possessão.

Não há dúvida de que no sentido vulgar de tempo, AA começou no consultório de um psiquiatra, e nós devemos ter isto em mente quando nós criticamos as pessoas nesta profissão. Naturalmente, para muitos de nós, a origem é dois mil anos atrás, para alguns de nós talvez mais antiga. Mas eu estou falando da situação no sentido imediato: como foi precipitado? Isto também é um assunto para conjecturas, mas aqui está como eu vejo isto.

Havia um certo homem de negócios de grande realização. Ele foi destruído pela bebida, ele completa o circuito de tratamento no seu país, e isto era pelo ano de 1932, quando ele estava próximo do fim de sua corda.

Então, ele foi para o exterior e se tornou paciente do Dr. Carl Jung. E, como todos você sabem, Jung foi um dos fundadores da “arte” (eu prefiro isto no lugar de “ciência”) da psiquiatria. E Jung, Adler, Freud foram os três pais fundadores, mas, destes, somente Jung parecia pensar que o homem é algo mais do que o valor de dois dólares de química, um pacote de instintos e um intelecto incerto. Jung pensou que o homem tinha algo para além disto, que o homem tem alma. Então, nosso viajante tinha achado um ser humano verdadeiramente grande, notável, de fato, na medida em que os eventos foram (falados ou sentidos). Ele se colocou sob a tutela daquele homem por um ano inteiro, se tornando mais e mais confiante de que as investidas escondidas desta compulsão ruim de beber estavam sendo compreendidas e removidas e jogadas fora. Ele começou a se sentir mais livre. Não havia bebida enquanto ele estava sob tratamento. No final de um ano, ele deixou Carl Jung e em um mês ele estava apertado. E a bebedeira foi terrível. Então, em infinito desespero, ele voltou para Carl Jung e disse: “Há alguma coisa para mim agora? Você era meu ultimo refúgio.” E este grande homem disse: “Roland, eu pensei por um tempo depois que você veio pela primeira vez, que você poderia ser um destes casos raros nos quais minha arte tem sido de ajuda. De outro modo, eu não deveria ter encorajado você a ficar. Mas, ai de mim, eu sou forçado a concluir que você não é e que não há nada que eu tenha para oferecer a você. Minha arte fracassou para você.” Eu nem preciso dizer que, vindo de um homem desta eminência, esta foi uma afirmação de bela humildade. E o destino inteiro de AA, você, eu e todos nós, tem deste então se dependurado naquela sentença. Logo, então Hazard descobriu que agonia foi adicionada ao desespero e ele clamou: “Mas não há nada mais?” E esta foi a resposta que ele recebeu: Roland, por tempos imemoriais, alcoólatras têm se recuperado aqui e ali, agora e então, através de experiências religiosas, experiências espirituais, digamos assim, ou muito verdadeiramente através de conversões (uma palavra perversa para nós AAs, nós não usamos isto por razões óbvias). "Mas," disse o doutor, “este começo luminoso raramente surpreende, e ninguém pode dizer onde ou quando irá, ou pela ressurreição de quem. Logo, eu simplesmente aconselharia a você a se colocar numa atmosfera religiosa, lembrando a desesperança de você fazer qualquer coisa sobre isto com os seus próprios recursos somente, e cooperar com seus associados e pondo você sob qualquer Deus que possa existir.”

Logo, Roland se alinhou com os grupos de Oxford daquele tempo, um movimento de preferência evangélico, de preferência agressivo (bem fácil de criticar). Ele era não denominado, de todo modo, e usava denominadores comuns às religiões, princípios morais simples. Pedia aos membros para admitirem que eles não podiam resolver os problemas de suas vidas por si mesmos. Pedia a eles o auto-exame. Pedia a eles reparações. Pedia a eles por uma forma de dar ao modo de São Francisco, o tipo de dar que não requer nenhum retorno em dinheiro, poder, prestígio e coisas deste tipo, a perda de si mesmo nas vidas de outros. Tal era a natureza das pessoas com as quais ele se associou. De forma inexplicável para ele, a obsessão para beber foi embora. E por alguns anos ele não teve mais problemas. Naquele tempo, nos grupos, havia uns poucos alcoólicos sóbrios. Há um agora no Ann Arbor que vem desde aquele tempo, um velho amigo que nunca se tornou um AA. Ficou sóbrio nos grupos de Oxford.

Logo, Roland voltou para a América. E os grupos aqui naqueles dias eram liderados por um sacerdote episcopal chamado Sam Shoemaker. E na sua congregação e entre os grupos havia dois ou três alcoólatras que, naquele momento, estavam ficando secos. E Hazard tinha uma casa de verão perto do Bennington, Vermont. E estes amigos, um deles filho do juiz local e um alcoólatra ele mesmo, descreveu o empenho de um garoto que foi um companheiro meu de escola, Ebby Thatcher. E Ebby tinha deteriorado horrivelmente. Havia gente que vinha para passar o verão na cidade acima de Manchester. Ebby tinha entrado com seu carro do lado de dentro da casa da fazenda, empurrado a parede da cozinha para dentro, a porta ainda podia ser aberta para o carro, Ebby pôs sua cabeça para fora, e, para a pobre mulher assustada no canto que não tinha sido atingida, ele disse: “Hey, que tal um copo de café?” Bem, os pais da cidade tinham tido o bastante. Eles iam internar o Ebby por insanidade alcoólica, logo o filho do juiz e Hazard pegaram o homem que ia se tornar meu padrinho.

No meio tempo, eu tinha ido pela rota com a qual vocês todos estão familiarizados. Eu tinha ficado sóbrio um verão antes, morrendo de medo do veredicto do meu médico, Dr. Silkworth, aquele que nós temos desde então chamado “o pequeno doutor que amava bêbados”, e deve ter, porque sua vida inteira ele lidou com algo como 40 mil deles dando duro como um médico em lugares para desintoxicar. E ele tinha uma idéia de que isto era uma doença com vários componentes: uma doença espiritual, uma doença moral e também uma doença física. E, talvez simplificando demais, ele era capaz de descrever um alcoólico com uma pessoa condenada por uma compulsão por beber contra seu próprio interesse, a beber apesar de sua vontade perfeita de parar, e que esta bebida era acompanhado por uma crescente sensibilidade do corpo, a qual, se continuasse a beber, garantia sua insanidade e, um dia, sua morte. Este tipo de sentença tinha sido falado para Lois por completo pelo meu médico, Dr. Silkworth. Logo, você vê o solo estava sendo preparado. Nós estávamos começando a aprender um pouco mais sobre clima. Ebby e meu outro amigo Roland tinham recebido uma quantidade considerável de luz.

Bem, eu fiquei bêbado em cerca de dois meses, mesmo apesar desta sentença de que eu teria que ser preso/internato ou ficar louco, talvez com um. E então meu amigo Ebby, que tinha sido trazido para Nova York de Vermont, que tinha de forma inexplicável ficado sóbrio até aquele momento nos grupos de Oxford, veio me visitar porque eu estava em grande desespero. Desespero é o ingrediente primário, de fato, para este solo. No jargão médico, nós podemos chamar isto de “deflação profunda.” Alguma deflação, ah? Logo, Ebby veio me ver. E ele jogou para mim esta lista de clichês (você pode dizer) morais. Nada tão novo sobre isto. Eu era a favor de honestidade. Eu era a favor de ajudar os outros. Eu era a favor de praticamente tudo que ele tinha a dizer exceto uma coisa: eu não era a favor de Deus, pois eu tinha recebido educação científica destas escolas modernas magnificamente modeladas que me asseguravam que por uma série de estágios, pegando incrementos de algum lugar do modo como vinham, eu podia ser ter meu caminho traçado até somente um pedaço de limo num mar pré-histórico. E esta era a minha fé. E ciência era meu deus. Então, lá vem o Ebby, e vem o Jung, pelos quais eu tinha respeito, e aqui estava o meu médico: ciência não pode fazer isto, medicina não pode, psicologia não pode. Religião? Algumas vezes. Esta era a história dele. Mas como eu poderia aceitar religião? Logo, eu me senti em uma cilada. Em outras palavras, eu fui capturado na armadilha que nós todos os dias construímos para os bêbados que nos abordam dizendo: “Bem, eu acho que a vida em grupo deve ser ótima. Ajudar os outros? Eu sou totalmente a favor. Mas eu não poderia pegar o angulo espiritual (como dito no nosso jargão).” Agora, como vocês sabem, este senhor é o recém-chegado, como eu, sendo pego na armadilha. Quando você e eu conversamos com outro alcoólico, e nós identificamos a nós mesmos como tendo sido habitantes deste mundo estranho, e tendo emergido, e nós descrevemos esta doença nos termos de nosso deus, Ciência, e AQUELE deus pronuncia a sentença de desesperança sobre nós, a sentença, nós estamos profundamente deflacionados. E então nós aprendemos que agora nós aceitamos nossa desesperança pessoal, aí ainda não há esperança, porque nós não podemos ir para esse negócio de Deus.

E este foi o horrível dilema no qual eu fui colocado pelo meu amigo Ebby, trazendo, de um lado, todas estas más notícias, mas por outro lado, o espetáculo de sua própria libertação, e esta era a palavra a usar. Ele não disse que ele estava no trem da água; a obsessão tinha apenas deixado tão logo ele se tornou aberto para tentar com base nestes princípios, e, de fato, na medida em que ele ficou aberto para apelar a qualquer tipo de Deus que pudesse existir. E isto era reduzir à beça o requerimento teológico.

Bem, eu continuei bebendo por cerca de três semanas, e em nenhuma hora acordado eu poderia esquecer a face do meu amigo, um espetáculo de libertação enquanto eu olhava através de uma nuvem de gim para a sua face, enquanto ele jogava esta “síntese” em mim. Logo eu pensei, “bem, é melhor eu ir para o hospital e ser desintoxicado. Uma experiência de conversão não é para mim: eu sou um obstinado Vermonter. Além disso, eu não acredito nisto. As pessoas dizem para mim: “tenha fé”. E eu acredito que eu teria fé se eu pudesse ter isto, mas eu não posso. Mas, de todo modo, eu irei e ficarei seco.” Então, eu fui para o hospital. Eu devo ter tido muito pouco otimismo, porque eu vim com uma sacola de cerveja (eu tinha tentado beber no metrô). Eu estava bebendo de uma garrafa. Caro pequeno Dr. Silkworth veio e eu gritei para ele: “Desta vez, Dr., eu tenho!” Ele disse, “eu temo que você tenha, Bill. É melhor você ir lá para cima e ir para a cama”. E ele parecia muito triste, porque ele me amava. Então eu fui para cima, e fui para a cama. Eu estava lá quando eu entrei em delirium tremens (D.T.s). Então, em cerca de três dias, eu estava totalmente limpo. Mas, mais sóbrio eu ficava, maior o desespero, a depressão. Então, eu acho que foi na manhã do terceiro ou quarto dia que meu amigo Ebby apareceu na porta, e meu sentimento foi ambivalente. Então eu disse: “Bem, agora ele vai despejar o evangelismo” E por outro lado, eu estava dizendo: “Bem, ele devia estar procurando um emprego. Por que ele está aqui às 11 horas da manhã para me ver? Ele realmente pratica o que ele prega”.

Então, o Ebby sabia dos meus preconceitos, e então ele esperou que eu perguntasse a ele novamente qual era a pequena fórmula perfeita através da qual ele tinha atingido a libertação. E obedientemente ele descreveu isto: você se torna honesto consigo mesmo, com outra pessoa de confiança, você faz reparos, você ajuda outros, e você reza para Deus do modo que você o entende (eu acho que ele pode ter usado aquela frase). E sem muito mais barulho, ele se fora. Sem pressão. E de novo eu não tinha caminhão para o negócio de Deus. E de novo o desespero se aprofundou até que o fim desta obstinação cheia de orgulho foi momentaneamente esmagada. E então, como uma criança chorando no escuro, eu disse, “E se existe um Pai, se existe um Deus, irá ele se mostrar?” E o lugar se iluminou em uma grande claridade, uma luz branca maravilhosa. Então eu comecei a ver imagens, nos olhos da mente, por assim dizer, e veio uma na qual eu parecia ver a mim mesmo em pé em uma montanha e um vento puro notável estava ventando, e esta ventania primeiro estava em volta e então pareceu que passava através de mim. E então um ecstase redobrado e eu me achei exclamando: “Eu sou um homem livre! Então ESTE é o Deus dos pregadores!” E aos poucos o ecstase se acalmou e eu me encontrei num novo mundo de consciência. E uma das primeiras reflexões neste mundo de grande paz a qual me arrebatou foi de que tudo está bem com Deus. Eu sou parte de Seu cosmos por fim. Mesmo o mal em suas mãos pode ser transmutado para bem. Então eu tinha sido deflacionado profundamente por um membro sofredor que usou o veredicto científico para me deflacionar, que usou sua habilidade de comunicação comigo através de nossa ligação do sofrimento comum, e que deu o exemplo de uma pessoa que pratica o que prega. Logo, então, para mim, aqui de fato, estava o solo, aqui estava o clima, e Deus sabe, a luz foi grande.

Agora, eu me arrisco a esta afirmação (de que todo membro) de AA tem uma despertar espiritual ou experiência deste caráter exato. Certamente isto não é para mim para barganhar com teólogos, mas deixe me dizer que eu prefiro pensar que não existe diferença essencial entre o que aconteceu comigo e o que acontece para cada AA sadio, com exceção do elemento tempo. Voltando àqueles psiquiatras que disseram, “Nós não podemos entender esta tremenda mudança de motivação apesar de todos os seus recursos”. Bem, no meu caso a mudança… (pausa na gravação)…mas os frutos são os mesmos. E uma das mais terríveis compulsões e obsessões sabidas foi expulsa de nós quase por atacado. É a verdade, esta síntese feliz de medicina, religião e nossa própria experiência no sofrimento, na recuperação e na partilha desta graça um com o próximo. Logo, companheiros, esta é minha palavra.

Q: Bill, Aquela luz é relativa no sentido de iluminação? Deve ser. Nem todos nós passou pela experiência de êxtase ou qualquer luz brilhando ou

OK. Talvez... Você sabe, esta é uma opinião restrita, mas aqui está como eu vejo isto. Você vai para as reuniões do AA e alguém se levanta, e isto acontece o tempo todo, e ele diz: “Aqui, pessoal, eu não entendo este ângulo espiritual. Ainda. Eu tomo o grupo como meu Poder Superior. Eles estavam sóbrios e eu não estava. Então, eu tenho um Poder Superior, eu não peguei o ângulo espiritual do jeito que vocês manos pegaram. E quanto aquela coisa do Bill, bem, ele parece são em outros aspectos, mas, você sabe...” Agora, este cara vai se levantar e contar uma história sobre perder a compulsão e dela ter sido eliminada para ele e sobre ele estar sendo motivado em muitos outros aspectos, exatamente do jeito que aqueles psiquiatras disseram, em questão de meses, ou de 6 meses, ou um ano. Agora, você simplesmente pega um destes membros e tenta imaginar todas estas mudanças de motivação acontecendo com 6 meses, ou com 6 minutos ao invés de 6 meses. Eu acho, tivesse isto acontecido para aquele membro, ele também teria tido uma espécie de êxtase. Então, eu penso que é uma questão de tempo, e eu pessoalmente não vejo grande vantagem nestas experiências tremendas, salvo no meu caso somente. Isto me deu uma convicção instantânea da presença de Deus, a qual nunca me deixou desde aquele momento, a despeito do o pior que eu faça (e isto tem freqüentemente sido danado de ruim), e não importa a pressão. E eu sinto este pidendo extra pode ter feito a diferença no caso de se eu ia persistir com o AA nos primeiros anos ou não. Realmente, isto implica algumas responsabilidades e eu tenho visto isto em outros que tiveram estas experiências em AA, e há um monte deles. E esta é a penitência, e eu acho que vocês teólogos nos dão uma boa desculpa também, para começar a pensar que, porque nós tivemos esta iluminação tremenda, que NÓS temos algo especial. Então, você começa a desenvolver um tipo de paranóia junto com uma perfeitamente válida experiência. E isto é exatamente o que aconteceu comigo. Eu danado cheguei próximo de estragar todo o trabalho vindo trabalhar furiosamente com bêbados e, antes de que alguém tivesse ficado sóbrio, eu fui tão longe sem base até declarar em alto e bom som uma vez para uma platéia de nenhuma forma fascinada que eu ia tornar sóbrios todos os bêbados danados de deus no mundo! Agora, ISTO é pura paranóia se você alguma… Logo, não anseie pela iluminação. Eu acho que você está em condições de ter a experiência que é apropriada.

Q: Bem, eu não estou ansioso por isto. Eu…

Bem, algumas pessoas estão. Você sabe: “Oh, meu Deus! Se eu apenas pudesse ter uma como a do Bill!” Agora, realmente, Isto pode ser dito com muita sinceridade porque pode ser um cara que está escorregando por aí, mas ele pode estar escorregando por aí por conta do fato de que ele é um pouco esquizofrênico e precisa de algumas daquelas vitaminas B3, logo, nós somos levados ao Hawkins.

Moderador (provavelmente Austin Ripley): Bem, vocês ouviram da fonte original, camaradas. Muito inspirador e iluminado, as coisas que o Bill (fala) de como tudo começou. Agora, que vocês estiveram com ele, vocês sabem qual é o propósito de suas reuniões está aqui: é sobre niacin. E amanhã, nós teremos o Dr. Hoffer e o Dr. Osborn e algumas outras pessoas. Mas um dos mais ativos no campo com desenvolvimentos impressionantes é o Dr. Dave Hawkins de New York, e eu vou ler para vocês um pouco do seu currículo: recebeu as duas graduações de Bacharel em Ciência e em Medicina da Universidade de Marquette. Ele fez residência no Hospital Columbia em Milwauke. Ele então se graduou

[final da gravação]

Nota do transcritor: De acordo com o livro “Levar Adiante”, o Dr. Humphry Osmond (não Osborn) e Abram Hoffer eram psiquiatras ingleses trabalhando num hospital de saúde mental em Saskatoon, Saskatchewan, principalmente com alcoólicos e esquizofrênicos. Foram eles que apresentaram LSD para o Bill. Depois, eles obtiveram algum sucesso no tratamento de alcoólicos administrando vitamina B3, também conhecida como niacin. Bill sentiu fortemente que esta era a chave para a “alergia do corpo” que o Dr. Silkworth tinha suspeitado, e gastou os últimos anos de sua vida promovendo ativamente a terapia de niacin (muito para a consternação da sociedade de AA).

Traduzido pela companheira Lúcia

 

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